O que é fobia social? Conheça os sintomas e tratamento

15 de março de 2023

Fobia social, também chamada de ansiedade social, é um transtorno que se trata da incapacidade que o indivíduo tem para lidar com situações de interações sociais, essas interações podem ser tanto com desconhecidos ou em lugares que coloque a pessoa em evidência.

De acordo com a 5ª edição do Manual Diagnóstico e Estatístico de Transtornos Mentais (DSM-5; APA, 2014), indivíduos com o transtorno de ansiedade social (fobia social) manifestam um medo excessivo e persistente de uma ou mais situações sociais, ou de desempenho.

Além disso, desenvolvem medo da avaliação negativa das pessoas, gerando sentimentos de constrangimento, humilhação e vergonha.

O transtorno de ansiedade social (TAS) ou fobia social, é o transtorno de ansiedade mais comum e o terceiro mais prevalente entre todos os transtornos mentais

Sintomas da fobia social

Os sintomas da ansiedade social podem ser identificados por manifestações corporais, cognitivas e comportamentais.

Sintomas corporais

  • Aceleração dos batimentos cardíacos;
  • Palpitações;
  • Tremores;
  • Respiração curta;
  • Suor;
  • Rubor;
  • Desconforto abdominal;
  • Tonturas.

Sintomas cognitivos

Os sintomas cognitivos de quem sofre de ansiedade social geram sensação de incapacidade, baixa autoestima e podem gerar quedas do humor que podem levar à depressão. Entre os principais sintomas, podemos citar

  • Sensação de incapacidade;
  • Sentimento de não pertencimento;
  • Pessimismo sobre si mesmo;
  • Autocrítica exagerada;

Sintomas comportamentais

Os sintomas comportamentais da ansiedade social são:

  • Esquivar-se de situações em que acredita que pode ser o centro das atenções;
  • Não comparece em reuniões por conta do medo do julgamento alheio;
  • Tendência ao isolamento, podendo abandonar a escola, faculdade e até mesmo o emprego.

Fatores de risco

Os principais fatores que aumentam o risco de desenvolver a fobia social, são:

  • Herança genética;
  • Alterações na estrutura cerebral;
  • Influência ambiental (amigos, família, cultura);
  • Exposição recorrente à fatores de risco na infância;
  • Traumas e experiências com forte aspecto emocional;
  • Temperamento mais introspectivo;
  • Exigência frequente de interação social.

Complicações da fobia social

Se os quadros de fobia social não forem devidamente tratados, podem interferir nos relacionamentos interpessoais, trabalho ou em atividades prazerosas de lazer, contribuindo para uma baixa qualidade de vida nas pessoas que sofrem desse transtorno, confira as principais complicações:

  • Baixa autoestima
  • Autodepreciação;
  • Hipersensibilidade às críticas;
  • Habilidades sociais ruins;
  • Isolamento e dificuldade com relacionamentos sociais;
  • Baixo desempenho profissional e acadêmico;
  • Dependência química;
  • Depressão;
  • Suicídio ou tentativa de suicídio.

Como diagnosticar uma pessoa com fobia social?

O diagnóstico do transtorno de ansiedade social (fobia social) é realizado por meio da análise clínica feita por um médico psiquiatra, baseada em:

  • Exames físicos que avaliam alguma condição médica ou tratamento medicamentoso que pode desencadear sintomas de ansiedade;
  • Análise dos sintomas do indivíduo, identificando com que frequência eles ocorrem e em quais situações;
  • Questionários de autorrelato sobre sintomas de ansiedade social; critérios listados no manual diagnóstico e estatístico de transtornos mentais (DSM-5).

Os critérios para o diagnóstico, segundo o DSM-5, são:

  • Medo acentuado e persistente de situações sociais ou de desempenho (como falar ou comer em público), onde o indivíduo é exposto a pessoas estranhas ou ao possível escrutínio por outras pessoas;
  • A exposição à situação social temida provoca ansiedade extrema e sofrimento;
  • O paciente reconhece que o medo é excessivo ou irracional;
  • Em indivíduos com menos de 18 anos, a duração tem que ser de, no mínimo, seis meses.

Tratamentos para o transtorno de ansiedade social

O tratamento para esse tipo de transtorno de ansiedade trabalha com dois focos:

  • Controlar os sintomas de ansiedade e pânico por meio de medicamentos;
  • Ajudar o paciente a mudar padrões de comportamento por meio da psicoterapia.

Tratamento medicamentoso

Os medicamentos antidepressivos e ansiolíticos são os mais empregados no tratamento da fobia social. Dentre eles, os antidepressivos do tipo inibidores de recaptação de serotonina (ISRS) apresentam bons resultados no quadro.

Assim, o paciente tem os sintomas do medo e da ansiedade controlados e ganham um aumento na sensação de bem-estar geral, melhorando também os pensamentos da pessoa com o transtorno.

Tratamento com psicoterapia

São muitos os tipos de psicoterapias que podem ajudar no tratamento da ansiedade social. No entanto, a terapia cognitiva- comportamental (TCC) e a terapia comportamental são as mais utilizadas para tratar esse tipo de transtorno psiquiátrico.

As duas abordagens apresentam semelhanças, mas são distintas quanto aos métodos e objetivos a serem desenvolvidos.

O foco da TCC é trabalhar a reestruturação cognitiva do paciente, ou seja, ensiná-lo a reconhecer e enfrentar seus medos e a partir daí, orientá-lo a observar e transformar seus pensamentos para desenvolver a confiança nas relações com as outras pessoas.

Já na terapia comportamental o enfoque é o ambiente e a relação do indivíduo com o meio, onde se trabalha a exposição gradativa e dessensibilização (exposição com prevenção de resposta).

O tratamento para a fobia social tem duração variável, pois tudo vai depender do organismo de cada paciente e da sua persistência para continuar se tratando.

Mudanças no estilo de vida

É fundamental que pessoas que desenvolvem fobia social realizem um tratamento psiquiátrico e psicoterapêutico, no entanto, realizar mudanças no estilo de vida podem ser essenciais para ajudar no processo. Entre elas, podemos citar:

  • Praticar exercícios físicos regularmente;
  • Sono regular (pelo menos 7h por dia);
  • Dieta saudável e balanceada;
  • Evitar o excesso de álcool;
  • Evitar cafeína.

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